No âmbito do tema “Mar”, o Clube abordou a temática da poluição marinha,
nomeadamente no que diz respeito aos resíduos plásticos.
Os alunos realizaram uma pesquisa sobre o continente de plástico que flutua nas
águas do Oceano Pacífico.
Um pouco de história
“Charles Moore foi o primeiro a dar o alerta. O capitão e oceanógrafo norte americano ficou horrorizado quando, em 1997, regressava no seu veleiro de uma
famosa regata náutica: deparou-se com um mar de plástico tão extenso que
precisou de sete dias para o atravessar.
A descoberta de Moore mobilizou a comunidade científica e o resto é história: acabava de se tornar pública a ilha de lixo no Pacífico, um dos sintomas mais significativos da crise ecológica do planeta.
Duas décadas depois, a grande mancha tornou-se um continente de lixo com 1,6 milhões de km² e aproximadamente 80 000 toneladas de plástico, que não para de crescer, conforme um estudo científico publicado em 2018 pela revista Nature.
Para termos uma ideia da sua extensão, basta dizer que já triplica o tamanho da França. Contudo, apesar da sua dimensão, o continente de plástico do Pacífico é invisível para os satélites, pois 94% da sua constituição é formada por fragmentos minúsculos de plástico que se desprendem de outros maiores devido à erosão.”
Fonte: https://www.iberdrola.com/sustentabilidade/ilha-de-lixo-pacifico-setimo-continente
Para sensibilizar a comunidade escolar, foi construída uma tartaruga com arame desperdiçado na escola e preenchida com plástico.
Com rede e corda de pesca, trazidas do porto de pesca de Aveiro como material em desperdício, os alunos do Clube representaram o mar poluído. Colocaram a
tartaruga no meio da instalação e distribuíram, pela rede de pesca, informações relevantes sobre a “Ilha de Plástico” existente no Oceano Pacífico.
Os microplásticos, com apenas alguns milímetros de diâmetro, provêm
maioritariamente de efluentes terrestres e de aparelhos de pesca abandonados, tais como redes, cestas ou jaulas, mas também resultam do tráfego marítimo. Os
resíduos provenientes dos barcos — inicialmente considerados de menor importância em estudos preliminares — também contribuem para agravar este drama ecológico.
Convidamos toda a Comunidade Escolar a visitar a pequena “Ilha de Plástico”, que se encontra no recinto escolar, e a refletir sobre os seus hábitos de consumo.
Sempre que possível, devemos optar por produtos a granel e evitar embalagens de plástico.

